Cine Cura


em tiradentes, num bar com andré



Escrito por Amanda Nabas às 12h14
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andré no mesmo bar em tiradentes, há um mês

                            

                            

                            

                           

                           

                           

                           

                            



Escrito por Amanda Nabas às 00h12
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truffaut e "a noite americana"

cena de "os incompreendidos"

coisa de louca esse cinema perfeito do truffaut, que nao cansa de me encantar.

lá embaixo tem uma erro pavoroso onde eu disse que 'o homem que amava as mulheres' é o ultimo filme da saga de antoine doinel. não é nem doinel o personagem, mas eu ainda assim acho que tem tudo a ver e bem podia ser.

embaixo um cartaz japonês de "a noite americana" (em inglês, day for night) onde truffaut resolveu ser o escritor e diretor dentro e fora das telas,

tamanho seu amor pelo cinema.



Escrito por Amanda Nabas às 16h14
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Truffaut e Doinel

aye resolution

i feel incredibly funny

and sad

and a little rotten

but still up

 

stirring up

eating my pasta

and not eating any japanese

or japanese food

 

i'm empty as a blank slot

if that could be something

as many empty ones, filled with dreams and resolutions

 

remorse touches me deeply

i have decided not to fight against my wills

now i must only fight favouring my won'ts

 

flavouring my wannas

and closing my open wounds

that comes in all forms

but now, i fore no more

 

i wanna talk about day for night, that truffaut film, A NOITE AMERICANA

filme que eu gosto muito, demais da conta, do genio truffaut. e foi uma das mais belas de suas declarações de amor pelo cinema, como todos seus filmes, em parte, são.

truffaut homenageou hitchcock diversas vezes, o cinema mudo, as atrizes das eras de ouro e nesse ele faz uma dócil e meidifícil homenagem à técnica do cinema. a historia é um filme sendo feito, e o trufffaut faz papel de diretor, que coisa delícia é ver truffaut na tela. a figura linda, tímida e cavalheira desse diretor que qteve uma historia de vida sensível e triste como seus filmes. foi rejeitado pelos pais muito novinho ainda, morou na casa da avó, nas ruas, em reformatórios, cresceu meio delinquente, nas ruas de paris e sem frequentar escola foi um autodidata em tudo. ele retrata essa vida de criança na frança durante a segunda guerra. trufffaut nasceu em 1934 era criança prrortanto durante a 2ªguerra.

ele contava que se refugiava nas salas de cinema, e mergulhava em filmes de chaplin, hitch, bergman, lubitsch, fleming, lang, capra, renoir pra anos depois retratá-los na cahiers du cinéma,e é justamente no filme “a noite americana” que ele homenageia diretamente todo esse aprendizado cinematográfico através da paixão por filmes desde criança. Na cahiers du cinema, onde foi redator e colega de andré bazin. acho que é bazin mesmo. ou andré gide; sei lá. sei que tem esses dois critiques françoises du cinéma e eu nunca sei qual é qual.

então.

precursor da nouvelle vague truffaut trabalhou em quase todas as áreas do cinema, foi continuista, foquista, fotógrafo, iluminador e etc. fez logo de cara um filmaço, na estréia. os incompreendidos. um dos poucos casos em que a versão do titulo em portugues foi piegas mas bem eficiente, afinal vc alugaria um melodrama sobre uma criança francesa que sofre e sofre e sofre e com o0 título de os quatrocentos ventos?

é esse o titulo. les quatrecents coups. e é uma obra-prima.

acho que ganhou oscar de 1959 de filme estrangeiro. vi esse filme numa mostra sensacional de truffaut no palácio das artes. quando eu era feliz e nem sabia.

 

(antes até de conhecer o gustavo, pra que ele caso venha aqui, não se envaideça tanto pensando que eu escrevi isso aí por causa dele)

 

 

a cena final de 'os incompreendidos', de um travelling (passeio longo da camera distanciando ou aprox.) do rosto do meninojean pierre leaud me dá vontade de chorar só de lembrar. é linda. forte, musical.

é lindo como o cinema consegue fazer a gente guardar uns pedacinhos de filmes na memoria.

a antologia, as partes dos filmes que os representam. todo clipe desses de hbo e do oscar que reune os classicos do cinema tem essa cena.



Escrito por Amanda Nabas às 15h49
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François Truffaut

 



Escrito por Amanda Nabas às 15h38
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François Truffaut

 

jean pierre léaud em "os incompreendidos", 1º da série de Antoine Doinel

 

truffaut sempre sofreu, costumava dizer que ficava perdido toda vez que terminava de dirigir um filme e todo mundo ia pra casa e ele, que nunca teve familia,  acabava se afeiçõando aos funcionários e assistentes da equipe como a uma familia.

depois de famoso, quando já sabia que iria morrer em breve , truffaut contratou um detetive pra descobrir por onde a\ndava e quem era seu pai.

soube que era um arquiteto de uma cidade pequena perto de paris; foi até lá e com um binóculo, apenas o avistou, de longe.

 

essa historia parece que sintetiza a tristeza do injustiçado nunca revoltado que é antoine doinel, personagem de os incompreendidos e outros filmes mais. Uma melancolia que sempre emocionou nos filmes dele. uma tristeza meio contida de menino dócil que truffaut nunca deixou de ser. mas ele era mais sensível do que triste. mesclava o humor e a tristeza com uma maestria extraordinária da realidade. nunca gravou em estúdio; sempre seus cenários eram reais. truffaut fez filmes engraçadíssimos, como "uma garota bela como eu", a própria "noite americana" qiue eu comecei a comentar lá em cima e logo, logo termino) que é predominantemente uma comédia. mas divertido mesmo, de rachar de rir é L'argent de poche, outra também feliz e também piegas versão de título em portugues "A Idade da Inocência", já que vc tb não iria querer assistir outro filme sobre crianças que sofrem (mas, ufa, tb se divertem) enquanto os pais são muito ocupados; desta vez chamado "Dinheiro de bolso".

truffaut dava uns nomes engraçados mesmo.

A (ou NA) IDADE DA INOCENCIA vi uma vez em vhs pra vender na extinta macedônia, na cinelândia. é meio raro. não sei pq truffaut tem filmes tão dificeis de achar. depois passou na globo de madrugada e eu achei o máximo o bebezinho de colo que sabia assoviar e a garotinha esperta que morava num apartamento que dava pra  vários outros apartamentos, tipo um cortiço, e ela não queria que os pais a deixassem sozinha, mas eles saem mesmo assim e ela começa a gritar "eu to com fome! eu to morrendo de fome! meus pais me deixaram aqui e não tem comida!!!"

 

 logo em seguida acontece uma cena muito maneirinha que eu não vou contar e que só podia mesmo ser desse  diretor apaixonado pelas crianças, pelas mulheres, por contos, cinema e pelo humor elegante e às vezes tolinho, mas sempre confortável. como afinal são tolos e confortáveis os corações apaixonados. (ui!)

vamos enfim, À noite americana, que como eu disse, fala de uma filmagem. e truffaut é o diretor, jacqueline bisset é a estupenda heroína, nunca esteve tão bonita e inteligente num filme. truffaut tinha uma vantagem entre muitos diretores, porque gostava e enaltecia seus atores. seu sonho, nunca realizado, foi fazer teatro. a burra e burguesa cr´ticia francesa o considerava sem cultura.

 

a noite americana, em ingles ]'day for night' é um recurso do cinem,a, de usar um filtro azul e a imagem ficar parecendo noite, mas filmar durante o dia,  pra evitar contrastes muito alto e economizar refletores. truffaut, no filme, fica o tempo todo obcecado em fazer isso, e, como o filme satiriza as dificuldades tecnicas do cinema, isso se torna o maior trampo, e ainda tem uma cena fantastica, propositalmente brega, imitando as produções baratas dos anos 60, em que depois de uma noite de amor, o casal toma o café da manhã na cama e volta a namorar. a camera vai saindo e corta (bem tipo novela) pra um gatinho indo beber o leite da bandeja de café da manhã.

só que como truffaut queria homenagear o cinema e a vida como ela é,  o gato não bebe o leite de jeito nenhum. contra-regra chama o gatinho, põe o gato de novo na cena, mostra a xícara, chama o gato de novo, eles fazem umas 30 tomadas e o gato não toma o leite nem por um decreto. muito bom.

Truffaut era aquariano típico, e prova disso era sua negação ao que não fosse de vanguarda. repórter, tagarela, moço muito bonito, cheio de neuroses, aprendeu a acreditar em deus quando esteve preso, dirigiu e namorou belas mulheres e entre as coisas avant-garde que seu espírito  conseguiu realizar de mais brilhantes, foi um fato inédito na historia do cinema, criando o tal personagem, Antoine Doinel, logo nos incompreendidos, e acompanhando através de outros 4 filmes a vida deste mesmo personagem, mais que seu alter-ego, com o mesmo ator, à medida que os três (truffaut, jean pierre (o ator) e o personagem) iam crescendo. Bela síntese entre cinema e vida real que só truffaut pra fazer.

O diretor polonês andrzej vajda fez um filme sobre sua filha e as filmagens q ele sempre fez dela: ana dos oito aos dezoito, bem real e bonito, mas nem se compara.

E jean pierre leaud se parecia mesmo com truffaut

deixa ver se eu lembro de cabeça os filmes de antoine doinel

lembrar de cabeça é ótimo. se eu não consguir tento lembrar de tronco.

ou membros, ;

vou poupar elogios. todos q vi são filmaços.

 

1. os incompreendidos. doinel menino no meio da guerra. filme detalhado, onde uma criança vive praticamente por conta própria.

 

2. beijos proibidos. Filme de cinco episódios de vários países, o de truffaut é um média metragem chamado antoine e colette quando doinel ama pela primenra vez.

 

3. domicílio conjugal  doinel se casa.

 

4. amor em fuga. doinel se separa.

 

5. o homem que amava as mulheres. doinel morre. 

 

na vida em que truffaut acreditou tudo valeu a pena. É por isso que ele ta tão vivo quanto seu cinema.

e fez jules et jim -uma lei do cinema e que não precisa de nenhum comentário. 

 



Escrito por Amanda Nabas às 15h37
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romã

delícia essa. nenhum efeito. flash, lente macro, uma romã e um tempo meio escasso de coisas pra fazer



Escrito por Amanda Nabas às 15h24
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êE^^eêê!!!!! consegui publicar o videeeeeeeeeeooo....

Escrito por Amanda Nabas às 15h12
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Escrito por Amanda Nabas às 15h09
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  o show da bjork foi perfeito, espero que o video agrade, apesar dos defeitos especiais e cortes meio cegos.

Escrito por Amanda Nabas às 14h56
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putzgrila, consegui o mais dificil, ficar no gargarejo, filmar e ver bjork de pertinho; delirei, delirei, delirei....agora vem esse uol bl

Escrito por Amanda Nabas às 12h50
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It isn’t dark , still then, i sing

Let me see if there’s anything I could write

É sempre coisa de covarde escrever em outra língua, tradutore traditore, e quando me falta uma palavra em português, gosto de senti-la espezinhar outro idioma, em forma de provocação. Mas sei que no fundo é uma recusa, um apelo de servidão. Xingo duas coisas em swahili que aprendi com o Jan, e não ensino. Falo diversas coisas sem a menor importância em alemão; provérbios vingativos e alguns ininteligíveis em italiano, peço água (e me desculpo de 3 formas diferentes) em japonês, sei obrigada, em sueco. A palavra Água em umas 12 línguas. Medo ancestral talvez, de morrer de sede. Sei que quid pro quo não tem nada a ver com qüiproquó e é na verdade “uma coisa pela outra”. Favores e favores dos caboteiros romanos. Escambos e epônimos. Tudo em língua me deixa atônita, as inatingíveis vogais repetidas dos nords, às vezes tem três i’s consecutivos em uma palavra em finlandês. skliniiiigs fittkjyiiinduss, uns troços tão loucos, que eu acho q o oriente é mais próximo e eu prefiro viajar num pictográfico katakana japonês (o alfabeto silábico vocálico) do que numa língua dessas, de gente do gelo.

E por falar em gelo, teve gente que foi no show da bjork. Bjork gudsmundottir, ou filha de gusmão, como toda mulher na islândia é sempre Dottir de alguém. Uma mulher lá é sempre filha de um pai, que maluquice. Eu se fosse islandesa me chamaria Amanda Boscodottir. Heheh. Enfim, a bjork, aquela cantora biruta – e bota biruta nisso – que era dos sugarcubes e faz as musicas mais sensacionais dos últimos 15 anos. É aquela descendente de eskimó que foi na entrega do oscar – concorrer - com um vestido de cisne e ainda deixou uns ovos no tapete vermelho. Ora, bolas...a bjork! aquela maluca que grita e geme até, só anda descalça, dança como um boneco quebrado, imita elza soares, e tem costume de (quando não sai na porrada com eles) largar jornalistas falando sozinhos em sua casa (no meio do nada no canadá) enquanto vai pro quarto ouvir música, por horas... só pra se divertir.

Ainda não lembrou? Lembra de um clipe de uma mulher que é engolida por um urso de pelúcia e briga com mariposas ao redor duma lâmpada?

vc se lembraria.

Bjork é antes de tudo uma musicista única e brilhante. Faz música boa. Orquestral ou Hype, bjork funciona. ri das coisas modernas e faz  com batuques e metais e voz uma combinação alucinante que seria impperfeito reduzir a uma musica eletrônica. Faz também papel de maluca em público e musicas bem menos eletrizantes, as vezes sussuradas, frugalíssimas com remake de carpenters e da ‘noviça rebelde’ pra um filme em que trabalhou como atriz, dançando no escuro. É louco pensar que eu já era fã dela quando esse filme foi lançado.

show na marina da glória, 26 de outubro 2007 - " Viva La Rrrrevolución, Rrioo!"

 

Bjork passa de um humor jóia do outro lado do mundo a um imenso lamento, se quiser, num segundo, e dá orgulho pensar que isso ela mesma confessa que pegou da msica brasileira. Nossa, é só pra pensar na suavidade melódica bem paulinho da viola, no final de ‘i go humble’ e ao contrário de gringos que só vêem a bossa nova, bjork viaja em tudo de mpb, villa lobos, clube da esquina, eumir deodato, césar camargo mariano

cantou travessia em português (se é que  “meu cominho é de pedrrra, fou querrer mi matzá”  pode ser considerado português) e gravou em salvador uma musica pra um filme sobre baleias. fez duas musicas pra elis regina, (isobel e regina, ainda com sugarcubes, meio chata essa última) aliás, tem dia que eu acho que isobel é meio chata tb. Tem dia que não.

J

Elis é sua referência maior em voz

Exatamente como uma gema maravilhosa justamente da islândia, que eu vi no museo de mineralogia, bjork é azul, precisa, profunda, pontiaguda e veio de muito longe. Dá pra sentir o gelinho em Play Dead. da islândia. Iceland. Papai foi o primeiro a me mostrar islândia com um dos meus livros de cabeceira:

“o homem que foi quinta-feira”, de g.k. chesterton. Pai, vc é um troço louco mesmo. O que seria de mim sem a islândia? que seria de mim sem você?

Bjork caresses my spirit.

Traduz esquisitices de multidões, e basta isso para amar bjork. desde bem pequena já tinha uma carinha encantadora, com olhos espertos, puxados de tanto ver gelo, parece de outra raça, extremamente humana. Se bem que, não sei se por causa de uma música, Amphibian, bjork revela sons envolventes como uma coisa que não se limita ao terrestre. transformações sonoras misturadas com um velho jazz nostálgico, explosões sentimentais (sempre brincando com os musicais) bjork sobe pelas paredes quando se apaixona no clipe “it’s oh, so quiet, e vai direto a  desejos de abnegação “this is sex without touching” na sensacional ‘enjoy, e nessa confusão eu acho que ela se encontra uns passos adiante num tipo de evolução cibernética espiritual pela música.

Meu medo era que bjork no palco não conseguisse o brilho das estrepolias de suas musicas e viagens vocais. Mas a fiadaputa é tão boa que quando não é fiel, é melhor.

“I’m no fucking buddhist, but there IS enlightenment” (“Alarm Call)

 

 

Ao ver uma platéia louca pra ver e ouvi-la, gente ansiosa e correndo como eu, gente pelos corredores perguntando se ela já tinha chegado na marina, gente mais nova, mais velha, gente assoviando ‘human behaviour’ ... isso foi me emocionando....gente com cabala tatuada no pescoço, argentinos, cearenses e até o lenine! Gente certamente extraterrestre ou nerds de camisa pólo entoando sem errar as letras complicadas e lindas de bjork, todo mundo aos aos berros com ela, e é engraçado que antes dela aparecer ouvem-se urros e gritos de apelo (VOLTA!!! VOLTA!! * o nome do último disco é volta.), mas quando ela aparece são aqueles gritos de histeria mesmo, esfuziante, perto do alguém viveu na beatlemania.

O que bjork tem é misterioso. É tão, tão belo e simples. Um palcomodesto, uma dúzia de ventiladores, umas canecas cheias de algum líquido e uma banda de metais de mulheres todas islandesas, a wonderbra. Vendo as malucas tocar parece que é uma gente diferente mesmo. Umas vikings todas vestidas de índio, com bandeirolas e pulando como aborígenes. Por vezes elas cantam e rodam em círculos, pulando, sinarérrimo. I miss you. Pulei como nunca antes num show.

Pulei tanto que nas melhores músicas, os vídeos ficaram imprestáveis, não tinha mesmo como manter a linha. mas vou publicar hoje um video aqui no blog justamente do começo do show, dumas músicas de quando ela tava ainda meio "oh, so quiet"... shhh shhh

repare só -> bjork tim festival

Bjork brinca com o pianista e dá as primeiras notas, ronronando no microfone. A galera alopra: é “Hyperballad”. achei que fosse ter um infarto nessa hora.

ver de perto ela, miúda, eletrizar a platéia sem parar, fazer todo mundo pular como em show de trio elétrico, todo mundo com cara de alegria, isso é que é bom. As risadas. no sorriso maroto típico entre um palavrão ou um cochicho da letra eu me convenci de que ela ama aquilo que a musica exerce muito mágico e cheio de estímulos nos movimentos que expurga, que exorciza, sem doer.

Mesmo gritando “Viva La Revolución!” Bjork é só prazer e diversão. Manda cada um hastear sua bandeira, mais alto! Mais alto! Espirra teias dos pulsos na platéia e isso em uma hora e cinqüenta. O coração sente, precisava de uma coisa intensa assim. Houve esse defeito, talvez: foi rápido. Mas isso também fez sentido. Se demorasse muito ia ser preciosismo, e as pessoas não ficariam tão atônitas depois do show, totalmente pegadas ainda. Foi legal, todo mundo se virando, se dispersando tocando mais leve o chão. como numa missa, rindo e comentando que beleza, que beleza. nem é show lá muito grandioso.  Um palco baixo, o que faz toda a diferença , uma mesa de luz e som mutcho loca e um cenário pequeno com um monte de bandeiras com sapos, estrelas, cruzes e símbolos que pra ela devem dizer alguma coisa. Pra finalizar bjork, admiro nela a forma como ela puxa a dança, e mesmo desengonçada, instiga a platéia a dançar. Dançar em comunhão. Ela que diz em Alarm Call que “Você não pode dizer não à esperança, e nem dizer não à felicidade” e sugere como um perfume espirrado somente na alma, o mistério das coisas que o corpo só sente na dança.

 

"I Miss You"

“Sinto sua falta, mas ainda não te conheço

  É tão especial, mas ainda não aconteceu

   Eu me lembro sim, mas não ocorreu”

   Quem é você?”

 

 



Escrito por Amanda Nabas às 11h51
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