Cine Cura


NINA

apresento-lhes a mais nova pessoa da família, a amada Nina, nascida no belo 9 de Junho de 2008, cheia de saúde, ruivinha e a cara da mãe.

Nina, que alguns posts atrás tava na barriga da momói, agora é gente a cores, ao vivo...Nina, Nina... Early Nina que tanto já me encantava antes de nascer pro mundo exterior, resolveu surpreender mais, se apressando pra vir ao mundo geminiana, como a tia Danda. QUE FELICIDADE! QUE FELICIDADE! como a gente aqui tá doido, pulando, feliz de ansiedade pra te conhecer!

( p.s. olha como ela já tem cara de quem tem algo importante a dizer!!!)

 



Escrito por Amanda Nabas às 22h07
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CHEGOU A NINA!!!!!!!! BEM-VINDA, MEU AMOR DE SOBRINHA, VC É A COISA MAIS LINDA DE SE VER!!!!



Escrito por Amanda Nabas às 22h04
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música da minha vida - parte 1 - IN MY LIFE

facts about in my life

In My Life
by
The Beatles

Album: Rubber Soul     Released: 1965

There are places I remember
All my life, though some have changed
Some forever not for better
Some have gone and some remain

All these places have their moments
With lovers and friends I still can recall
Some are dead and some are living
In my life I've loved them all

But of all these friends and lovers
There is no one compares with you
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know I'll often stop and think about them
In my life, I love you more

(Instrumental)

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know I'll often stop and think about them
In my life, I love you more

In my life, I love you more
Songfacts about In my Life:   You can leave comments about the song at the bottom of the page.
This is an autobiographical song about John Lennon's life. He wrote most of the lyrics after being asked why a book he wrote, In His Own Write, revealed more about him than his songs did.
The lyrics about friends refer to Stu Sutcliffe, an early Beatle and great friend of John's who died in 1962, and another friend named Pete Shotton. Lennon also thought of his Aunt Mimi and wife Cynthia, as well as other friends. See a photo and learn more in Song Images.
The Beatles left a hole for the instrumental break when they recorded this. Producer George Martin filled it in the next morning by playing a piano solo and speeding up the tape to make it sound like a harpsichord. Lennon had asked him to fill it with something "baroque."
This was one of George Harrison's favorites. The other Beatles were not pleased when he played it with different lyrics at one of his concerts in 1974.
Both Lennon and McCartney thought this was one of the best Beatles songs.
There is controversy over how involved McCartney was in writing this. Lennon claimed in later interviews that he wrote the whole thing, while McCartney claimed it was an equal collaboration.
This was voted the best song of all time by a panel of songwriters in a 2000 Mojo magazine poll. The panelists included McCartney, Brian Wilson, Lamont Dozier, and Carole King.
Dave Matthews played this at the 2001 special Come Together: A Night For John Lennon's Words And Music. The song took on new meaning, as the show aired 3 weeks after the terrorist attacks on America.
Judy Collins, Ozzy Osbourne and Johnny Cash have all covered this. (thanks, Bertrand - Paris, France)
According to John Lennon: The Life and Legend (The Sunday Times: A Special Tribute 1980), Lennon began writing this in 1964. He forgot about the song for a while and he wrote it again one year later, with lyrics talking about people from his childhood and younger years. In John's original handwritten lyrics he made reference to several places in Liverpool:
"Penny Lane is one I'm missing
Up Church Rd to the clocktower
In the circle of the abbey
I have seen some happy hours.

Past the tramsheds with no trams
On the 5 bus into town
Past the Dutch and St. Columbus
To the Dockers Umbrella that they pilled down."

The Dockers Umbrella was the world's first overhead railway (opened 1893). St. Columbus could refer to a school the bus passes. (thanks, ian - norwich, England)
The music was inspired by The Temptations song "You've Really Got A Hold On Me."
This song was played at Kurt Cobain's funeral. The Beatles were an early and important music influence on him. Cobain even cited Lennon as his "idol" in the various journals he kept throughout his career with Nirvana. (thanks, Ashlynd - Charleston, WV)

Http://www.songfacts.com



Escrito por Amanda Nabas às 11h00
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que delícia, presenças ilustres, anônimas e minha cara amiga amiga priscillinha francia, de quem eu torrei muito a larga paciência nos anos de faculdade. priscilla é um doce de pessoa, absolutamente doce de pessoa.

bom, estou, como nota-se, repetitiva e vazia.

o que eu ia contar aqui é que o truffaut apareceu muito nitidamente pra mim uma vez num sonho. ele não disse nada; eu fiquei tocada com esse sonho, foi tão real. eu não sou lá de ter sonhos muito reais. Ele tava usando no sonho aquela mesma jaqueta de couro preta e blusa azul que usa em a noite americana, não falou nada comigo, apenas sorriu.

truffaut entendia muito as pessoas. teve um câncer no cérebro e morreu em 84.

tem um filme sobre ele, chamado segredos roubados. é dirigido por um cara mto fera, q eu esqueci o nome. sou louca pra ver, mas nem sei se foi lançado em vídeo. Acho que chama retratos roubados, algo assim...

realmente tem tanta coisa pra dizer sobre truffaut...

sei lá. O quanto mais aprendo, parece que menos sei.

Busco e busco.

Acho em ti nada mais que sentimentos, e buscas por solução

Sigo buscando e – ai de mim – tateio algo ainda mais pedregoso que eu, mais corrente;  nada que pareça limo;

Uma pena, uma dissolvição

Uma pena que eu, Tenha tido assim, todo esse medo de te perder

O que é mais gozado, sem jamais vir a ter você

Meu medo residia apenas dentro da caverna

Da caverna escura onde fantasmas costuravam meu próprio fantasma com o medo alheio

Nunca conheci alguém como você

Parecida, talvez, mas assim como você, nunca.

Fosse entre seu espaço, seus olhos escuros

ou entre seus medos antigos

Lá eu estava a te ver e te imaginar onde eu incerta

 

E meramente tolerada, era entre gargalhadas desconvidada

projetava os atritos,

sempre no caminho que me levava

E por fim levou, para cada vez mais longe de vocÊ

 

Sabia que isso aqui era pequeno pra nossas almas criadoras

Ainda quando te via, de relance, tão util e solicitude, no aquário em meio ao barro do caos...quando via sua urbanidade

Sentia, não sem lamentar, a impossibilidade absoluta de me redimir ao seu pré-juízo.

I am amanda

I AM, AND...aHhhhh

 

Em vez de continuar a sentir seu vácuo, sua falta minha paciência encheu, quis quebrar alguma represa, - não como você que estanca, dilacera - vazei uma enchente vertical de todas as comportas que deviam existir bem antes, mas querendo nada senão o des-deturpamento da minha figura pra ti.

.. Francamente, agora... pra que? Onde desembocou esse turbilhão?

Acho que sei. Sei que Deus me livre;

Deus que me livre de você.

 

 

E não é que eu vi o filme da piaf? Ai, jesus. Falei nisso há centênios, e só hoje você ficaou sabendo que EU vi o filme da Piaf! Como pode, não?

Como é que até hoje você viveu, caro leitor imaginário, sem saber que eu já tinha visto,em outubro passado, o filme da piaf?? Nunca vou saber, mas, enfim, ai, coração. bem que podia se chamar “Edith Piaf: pás que peu tragédie est bobage”

É tragédia pra ninguém botar defeito, e eu tava careca de saber que ela teve uma vida daquelas de mito mesmo, mariana sempre me comovendo com as coisas bonitinhas que ela sabe, como que piaf, depois de um tempo sempre olhava pra cima no fim das apresentações, pro seu amado. Mas não sabia que a infância dela tinha sido tão tocante. Meu pai adora piaf e eu to doida pra que ele veja logo esse filme.

Ele também tem uma historia com piaf, que irritou a mariana, (como se fosse realmente difícil irritar minha mana momói) quando eles foram ao cemitério onde ela ta enterrada. um cemitério gigante, depois de andar por mais de duas horas, de passarem nos túmulos de hannemahn, allan kardec, jim morrison, baudelaire, zola, etc... já no portão, indo embora, meu pai teimou em voltar mais de sei lá qtas mil tumbas só pra escrever no caderninho dele o troço que ele leu na lápide da edith piaf. Diz acho que “voa, pequena borboleta, e diga a ele que o amo”.

 

Volé ma petí papiôn ê dialuí que jeléme. Sei lá se é assim. A história dela é triste, mas menos deprimente que essas tipo david copperfield, dickensianas e tal, mas é real pacas. de encher os olhos de encantamento. A atriz é um assombro, faz a piaf dos 25 aos 170, todqa encarquilhada. emoções imensas, e nossa. Não dá pra dizer se eu tava sei lá, super sensível, pq ninguém chorou como eu, cruzes.

 

Certas horas ela tem umas visões bonitinhas (sempre foi devota de santa teresa), e em momentos de apuro via umas luzinhas amarelas, como um fogo santo, algo assim. numa hora – bem no fim -  que essas luzinhas discretamente se tornam o letreiro do olympia com o no0me dela, eu saquei que esse filme ficou perto da perfeição.

 

Só escorregou talvez no lance da bonequinha, meio over o drama ali. Mas o filme é ileso. 100% biografia na tela.

Acredito que, em 2056, eu com 77 anos,  vou  pegar meu leque, minha bengala e ficar toda torta repetindo: O...o...  filme da ... da.... da Piaf, *tosse* eu acho que vi ..... em 2006, ou 2007, ... *tosse* ...  no extinto Arteplex, *tosse* e foi uma tempestade em minha’lma”.... *tosse com assovio até*

 e o lance de ser verdadeira é que mata, foi a melhor cinebiografia que eu já vi. Que bom que os franceses parece que ficaram cozinhando essa homenagem por muito tempo, e fizeram um filme à altura do mito. Dá tanta pena pensar que chaplin e gandhi tiveram biografias deprimentes que escureciam os mitos, graças ao chato do attenborough.  Amo biografias e cinebiografias

estrela solitária

o anjo pornográfico

amadeus

minha amada imortal

johnny&june

Freud Além da Alma

Bird

Marcas do destino

Henry&june é um pé no saco e morte em  veneza tb.

great balls of fire é maneiro. Fotografia de uma brasileiro.

e imagine, claro. Lindo.

me segurei pra não soluçar vendo piaf, pq chorar soluçando em filme ninguém merece, mas não sei;...foi uma coisa quase tântrica  ficar copiosamente por duas horas absorvida e com a alma encantada, o rosto manchado de lágrimas. Veja Piaf na TPM. Veja Piaf ao reencontrar um amor.

me alegro hoje  por ter visto um filme tão amoroso. E não pretendo tão cedo ver de novo piaf pq sei que não se resgata uma emoção tão sutil assim, de proposito.

 



Escrito por Amanda Nabas às 09h25
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internal joke. not funny, i know...

craca
IMPRIMIR

{verbete}
Datação
c1560 FOlN 211

Acepções
substantivo feminino
Rubrica: carcinologia.
1    Regionalismo: Brasil.
     design. comum aos crustáceos, exclusivamente marinhos, da classe dos cirrípedes, que ger. vivem fixados a rochas, conchas, corais, madeiras e outros objetos flutuantes, encerrados em uma carapaça calcárea, semelhante a um pequeno vulcão; alestrim, bolota-do-mar, caraca, caraca-das-pedras, craca-das-pedras, craca-das-rochas, craca-dos-navios, glande-do-mar
2    craca (Balanus amphitrite) do litoral brasileiro, de carapaça branca, listrada de rosa ou púrpura e com paredes finas [É encontrada em águas turvas, com baixo teor de oxigênio e baixa salinidade.]


Etimologia
orig.obsc.; cp. caraca

 
 
que bom que marcele vem aqui e deixa comentários pra afastar o cheiro de naftalina do blog. marcé, que quando não tá sorrindo tá prestando atenção em algo bem compenetrada. marcé que sabe escutar e tem uma presença leve e solícita. chama o encrenca do meu primo e 'bora visitar a mariana, marcé?? seria legal, mesmo.

entonces, o i-ching me fala da minha visão obstruída das coisas. realmente eu to meio estranha. paradona, contente e curiosamente tranquila.

não consigo pensar em nada. dou aulas teleguiada, ainda muito interessada e cada vez melhor. mas vazia e leve feito um isopor. quebradiça, não sei. não dá pra saber. nem tropeçar nas coisas eu tropeço mais, porque agora ando, quase não corro.

meu deus, o que se passa? voltei a ouvir corelli e vivaldi e gosto mais de adolescentes depois de me mudar pra barroso. adoro despertar uma voz de rebeldia lá no fundo de gente que não quer nada além de "passar num vestibular e comprar um carro". gente que se não se cuidar, vai acabar vivendo por viver, em qualquer lugar, naquela vida besta de meu deus. meninas cocotinhas fãs de malhação e garotos com bonés escrito 'tomboy' que duas vezes por semana estatelam os olhos e ouvidos pra me escutar. e eu vivo pontualmente pra isso. todo mundo tem no fundo uma vontade de aprender a pensar. falo sobre um monte de coisas que eu acho realmente interessante, e ainda que me escutem como devem, já começo - que triste- antes dos 29, a me usar como exemplo de algo que eles não devem vir a ser.

whatever... não quis que isso soasse toscamente drama-queen assim.

Canção do dia: Grace Kelly, do Mika, e Mother, do John.

"childreeeeeeeen, don't do

what I have done:

I ... couldn't walk

and I tried to run....

So I.........

I just gotta tell you

Goodbye... Goodbye.....

 

que mais me amedronta é essa mudança, essa capacidade atual de fazer, ainda que parcas, suaves resoluções internas.

vou ser tia de novo, como dá pra notar. e a vinda de Nina está sendo uma torrente de emoções no meu coração, eu vejo ela vindo, chegando no verão, coisa linda canceriana, que fonte de felicidade, a família vai crescendo, vai se encontrando, e isso acalma o coração.

juliana bastos marques - the oboist - tirou tarot pra mim, e falou de uma torre. disse que isso é "bombástico". hahaha, agora se alguém vier a googlá-la, querida juliana, vai achar também essa referência altamente mística a seu respeito, doutora mais que magna cum laude , you're an extra plus,  you know it.

                

yes, she actually plays it well.

ela diz que eu tenho cara de sofrida, mas diz q eu sou muito bonita, a gente fala de beatles all the time, e ela conta coisas de história antiga, das viagens dela, a única pessoa que eu conheço que foi pra grécia pra apresentar um trabalho em congresso, estudou na alemanha, fez doutorado e talz, ela fala latim, de etimologia de um monte de palavra e anfiteatros de roma que são um barato. juro que apesar de nerd ela nem de longe é chata. ficou uma semana em barroso - que passou voando - e depois que ela foi embora hoje eu realmente fiquei com saudade.

anyways, deixa eu achar aquele troço que eu tava escrevendo. antes disso, uma foto daquele que continua lindo. que saudade ....



Escrito por Amanda Nabas às 21h55
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nina, jeune fille de momói et nicolá

photo by erwan, le ex



Escrito por Amanda Nabas às 20h25
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happy birthday, cacai!

ibitipoca, 30.06.2007

 



Escrito por Amanda Nabas às 21h45
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herzog, gênio.



Escrito por Amanda Nabas às 12h17
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enfim, mas vamos falar de guerra. Coisa que eu ainda me perguntava até vir morar em barroso era porque raios eu ainda me dava trabalho a encarar, estimular e participar ativamente de discussões  em buteco.  Aqui eu comecei a enxergar, brother. Já morei em cidade mais cafundó que barroso, já morei em cidade que tinha dois bairros: o bananal de cima e o bananal de baixo. Morei em outro lugar que as facções políticas eram divididas entre os fura-nuca e os corta-goela. Aqui em barroso revirei roceira, continuo revoltada com a burrice das pessoas, da inexpressividade, mas discussão agora só em salão de cabelereiro.

Adoro falar de guerra, mas sei muito pouco sobre quase nenhuma delas, uma me revolta muiyo: a guerra do paraguai, onde o almirante tamandaré e sua esquadra de navios dizimaram nosso pobre vizinho, (só porque este queria um pedacinho de mar, digo eu, ignorante de tudo.) sei que causamos danos até hoje nem de perto sanados. Destruímos 85% da população masculina de um país. Nossas mães tupis, viúvas de guerra do nosso gigante brasil varonil. Portanto, o paraguai é só uma pobreza sem identidade, diminuída ao falar nossa verdadeira língua mãe, o guarani. serve como depósito latino de falsificações asiáticas. Que merda fizemos ao paraguai  irmão. E vão comemorar o bicentenário de tamandaré agora em 2008. heróis pra uns, claro.

O que menos me fascina numa guerra são os personagens principais, mas gosto de ver a forma como ela era comunicada, e como as pessoas se transformavam e se doavam para a guerra. Todo mundo economiza e raciona pela guerra, e até encurtam as saias e calças pra não gastar tecido, que pecado... hmmm. o oscar na época da 2ª guerra foi feito de gesso e banhado a sulfeto de ferro, pra economizar. mocinhas acenam, tem sempre uma grande foto ganhando prêmios, a guerra gira rápido os jornais na tela, e faz o mundo ficar adrenérgico, de orelha em pé. Rostos de quepe sorriem indo embora, os almanaques vendem mais e as pessoas vão ao cinema assistir qualquer filme e um noticiário de guerra; acenam emocionadas para os soldados imbecis e os veteranos caducos. nesse ponto é até legal o brasil não ter memória de guerra, primeiro pq nossa cultura meio indígena antropófaga e sem tanto progresso evitou que desenvolvêssemos o que freud chamou de “mal estar na civilização” o preço do progresso, de riqueza e conforto que tira um pouco a alegria de viver. E também pq por não termos tido tanto patriotismo, não tem veteranos bebuns em cada canto e em cada bar como nos eua, torrando o saco o tempo todo contando alto historias que são sempre as mesmas, que eu vi meu amigo virar geléia do meu lado, que eu tenho uma bala no meu joelho e tal. Que eu lá quero saber da sua bala no joelho, seu maracujá de gaveta? Nossa como são chatos e ultra-racistas os veteranos de guerra naquele país, que acham que todo mundo tem uma dívida eterna com eles e são tão estúpidos, não sabem nada de nada, falam como se soubessem de tudo e até suas histórias os filmes contam muito melhor. Mais de uma vez eu entrei numa discussão com uns por lá, eu ouvia uma opinião bem casca,  soltava alguma piada muito irresistível (e nada mais alvo de piada que um velho veterano que perdeu a guerra do vietnã) e de rebate eu volta e meia ouvia uns “go home”, “brazilian nuts!” era divertido pacas.

 

Na guerra as pessoas param pra escutar o rádio, a tevê, a vida tem emoções e ameaças reais. E o mais pungente de tudo, o gozo maior é o monumento aos mortos. Milhares de peças com rosto, historia, filhinhos e tudo mais. Quer deram a vida pela pátria. Que se jodan. foram lá pra matar, levaram a pior.

Guerra é um inferno, mas onde estaríamos sem elas?  não se trata, em nenhuma hipótese de defender a guerra, como supôs um ansioso aluno, outro dia. A guerra é estúpida, terrível, mas não é sem sentido.

Tem total sentido na evolução histórica, nas invenções mais importantes. Todo mundo sabe disso, mas ninguém entende porque que na guerra ainda tem q matar pra conquistar. Há muito tempo talvez houvesse necessidade de tanto medo e de tanta fúria, quando o primata ainda não sentia nem o luto ou sequer aprendera a se colocar no lugar do próximo, (essa última noção bem mais recente e até hoje cambiável lá pelos 5, 6 anos), o que, se for verdade, acaba por provar que continuamos a evoluir, mas no interior, na solidariedade. nossa benfeitoria e consideração ainda não é genética, mas pode vir a ser, religião uma coisa intrínseca e dogmas verdades interiores, tudo de dentro pra fora e aí sim, as guerras poderão apenas trazer a novidade, e serem praticadas com paint-ball, e não gente morrendo.

E então se não morrer gente, gente?

Pois é. É tudo sem sentido. 

Mas Sem sentido é morrer pelas coisas e pátrias.

Penso Se eu morreria defendendo o brasil. Esse país tem a coisa boa de deixar todo caboclo individualista pelo fato de se desconhecer a noção de precisar defender a pátria.  É claro que sim, que eu morreria defendendo o Brasil, mas eu ia morrer com muito mais ódio de tudo do que amor pela pátria. É de fato o ódi-medo o sentimento alicerce do patriotismo. O medo de ser exilado. Vi não sei onde ou me falaram que antigamente, quando um queria castigar alguém do modo mais cruel, o que faziam era vendar os olhos do(a) condenado(a), levaVAM-no a um lugar muito ermo, provavelmente um deserto e o largavam lá.

O cara era então um indigente, sem identidade, sem língua e sem familiaridade com nada, que ia parar em alguma aldeia, pra ser então chegar e ser observado por todos ao longe, igual nesses filmes mesmo. Era a maldição. perda da pátria mae. Àquela época as aldeias certamente não eram como as do asterix, super sim´paticas. Sempre lembvro do exemplar “o adivinho” , onde chega esse tal adivinho na aldeia dos gauleses e começa a fazer previsões pra todo mundo, pro obelix sobre a falbalá, e o asterix, claro, é o único que duvida um pouco do tal adivinho. Sei que a história é super maneira mas –adivinhe – que terrível: o exedmplar tava com as últimas páginas faltando. Pqp! É sacanagem da grossa. minha mãe que coleciona tudo quanto é quadrinhos , recruta zero, hagar, fantasma, mafalda, mad, iznogud, sempre tinha avisado que aquele exemplar ‘O ADIVINHO’ não tinha o fim e brincava dizendo que eu ia ter que adivinhar. Porque ela não foi trocar o exemplar, meu deus? sádica até a medula. e mesmo assim eu li. Não soube o final, e nem sei.  apesar do meu asterix favorito ser asterix o legionário, Já vi ‘o adivinho’ na casa de várias pessoas desde então, e em livraria, mas pela mais bizarra razão- que desconheço- não me interessou saber o final.

Tem um filme na mesma idéia, O enigma de kaspar hauser. Tava falando desse filme mesmo outro dia com o andré e uma amiga super gente boa da antonia, a vanessa, e é justamente uma alusão a isso, se eu me lembro. Do cara que chega de lugar nenhum. É  (acho que escrito e) dirigido pelo louco do herzog. Um cara esquisitaço chega numa aldeia, não fala absolutamente nenhuma palavra, intriga as pessoas, e o resto eu não vou contar, até pq não dá. Acho que o filme acabou assim meio que de repente, ou perderam o ultimo rolo e o herzog alucinado editou assim mesmo. mto bem. o filme é esse espanto o tempo todo. O cara não fala néris de pitibiriba e fica lá. É exeemplar do único e inimitável cinema alemão.

Mas também de um cara que fez o filme  “Fitzcarraldo” se espera qualquer coisa.

 



Escrito por Amanda Nabas às 12h08
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klaus kinski e um macaquinho em aguirre: a cólera dos deuses, de werner herzog

 



Escrito por Amanda Nabas às 12h04
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Enfim, o forasteiro. O exilado. O desertor. Oh my dear. Esse era o lance que eu ia falar. De guerra. (ai, cristo) não há como não reconhecer que a guerra trouxe 90% de tudo que é essencial hoje no mundo moderno.

O problema é que a guerra em sua função, é maximixar-se, proliferar, estrategizar, invadir e conquistar.

E pra falar por mim, que estou sem guardanapos faz um mês, só tenho comido em restaurantes depois de economizar pra comprar uma geladeira que hoje não tem nada além de requeijão, duas raquíticas goiabas- sendo uma mordida - , um saco de acerolas que ganhei de uma aluna e vão apodrecer na geladeira, uma abobrinha também ganha, uva passa e azeitonas dentro.

la gente se vira. La gente no es cuadrada.  

 

quero hoje minimizar-me, minimalizar, meanimalizar, reter, conduzir,, invadir e conquistar. Conquistar e marcar territórios e almas são hipóteses irresistíveis, mas incapazes pro meu espírito gentil, servil e livre. E incapaz, claro. Incapazz até. Com doiz zês. Eu sempre me lembro do meu pai que diz que alguém sempre tem que parar no meio da contenda. Eu li isso muito tempo depois no tao te king. Há a hora de seguir e hora da retirada, tudo nos conformes.

Inclusive nas guerras, que por serem planejadas pra serem vistas, aprimoraram a semiótica, toda a literatura, com seus sinais necessários, tipologias fortes góticas, godas, visigodas, helvéticas, construíam escudos, brasões, muros, bandeiras, símbolos, e claro as cidades! As cidades já eram feitas já pensando em como ficariam quando fossem arruinadas. e com toda essa estrutura simbólica ancestral, dá pra pensar que todas as ciências, desde o raio-x à arquitetura até a psicologia só fizeram – e fazem ainda -  contribuir pra que todas as guerras sejam cada vez melhores, mais ferozes, mais detalhadas, apuradas e mais comentadas por vários ângulos, sem falar nos danos piores que a imprensa. Mas eu sei lá como tudo isso vai ficar. Deus nos ajude.

 

E a guerra trouxe, vamos ver, o cinema bem explorado, a propaganda, a fotografia, o plástico, o raio X, o laser, a anestesia, o alumínio, as lentes, a maionese, a internet, pincel hidrocor, os relógios, os aviões, espiões, os filmes de espiões....

É canalha achar que vale ter guerra pra ter filme de espiões? Não, mas  já que iria haver guerra de qualquer jeito,  a gente não iria passar 5 milhões de anos escrevendo-as em parede de caverna, ou ia, cara-pálida? então que ótimo que iam surgindo então as tecnologias da propaganda, dos cartazes, dos slogans, signos e marcas e do cinema, que se tornariam indispensáveis depois. Contar a história é a coisa mais l,egal de fazer. Sem duvida.

Quer beleza e vida ideal? Veja o crêize ou Lírou Miçancháine, ou como diz minha mãe Mittle Liss Sunshine, aquele belíssimo quadro de Norman Rockwell às avessas.

Crazy é o bicho

Assim como “brothers and siste3rs”

Nó, nem te conto.

Enfim, Depois de ver todos os pôsteres de propaganda dos russos, nazistas da segunda guerra, dá a sensação mais tenebrosa ver o empenho naquelas mensagens, disfarçadamente eugenistas, mas dizendo claramente que “a vida de um velho inútil destes..(mostra um velho todo depauperado numa cadeira de rodas) ... custa muito mais que a deste futuro da alemanha (aí mostra um belo e viçoso adolescente loiro, ao lado do velho.)” Propaganda indisfarçavelmente pró-eutanásia.

 

É pavoroso como a propaganda foi audaciosa ali. E Hitler era esperto, distribuía aparelhos de rádio nas casas, sabia que o povo queria beleza, cinema, vozes e clamor, informação e antes de tudo, ilusão. Holywood cintilava com ingrid bergma, bing crosby, james stewart, kim novak e jayne mansfield; tinha a pacata doris day, o jazz explodia, glenn miller ia pra guerra, marilyn cantava pros soldados. E a ss e gestapo mandando brasa.

Por falar nisso, impressionante como é gay o nazismo. Freud tinha comentado quase profeticamente ou eu viajei que tem a ver o fato dos uniformes nazistas sempre marrons com a fixação anal de hitler?  Sua idolatria pela beleza atlética, viril. E o nazismo tinha o apoio sorridente das crianças nazistas, eram milhares, enfeitando as ruas, eretas e bem nutridas. Hoje são velhotes nas ruas da alemanha e do mundo, e como deve trazer vergonha pra alma de todos eles terem sido estandarte infantil de uma história de horror pior e mais trágica que qualquer historia de andersen, um nórdico que hitler amava tambem.

crianças sendo protegidas na publicidade é outra coisa que graças a deus estão tentando manter, (amanda politicamente correta) porque como devem se sentir frustrados e enganados esses que eram crianças nazistas e aprendiam nada que não fosse odiar e excluir, longas cantorias inúteis, os fizeram acreditar que seriam o futuro do universo. E hoje, o que  são?

Velhotes feios, inúteis e narigudos, tudo o que hitler desprezava.

Todos os rapazes dos cartazes nazistas tinham sempre aquele sorriso de meninos cantores imberbes de viena: o prato favorito do assédio masculino de velhotes.

Ah, esses Velhotes....heheh

A alemanha nem por isso deixou de ser fascinante, um país realmente diferente, com um cinema que experimentava desde o inicio, um país que teve fritz lang, murnau, fassbinder, uns sujeitos estranhérrimos, que viam no cinema o que é base hoje pra o que se entende por eterna revolução no cinema, o expressionismo, o espírito alemão, que nietzsche debochava dizendo que era o espírito da cerveja, mas que nunca ficou a dever em nada nas suas relações com o mundo desde então, - pena que nietzsche morreu antes de ver metropolis, mas que pena mesmo. Mas acho que ele ia achar chato, com certeza. A alemanha mudou a cara e ficou com uma cara muda depois da segunda guerra, ela que durante todas as guerras era quem mais produzia intelectuais humanistas como nietzsche, einstein, brecht e marx, continuava única, mas bem calada cheia de intelectuais e artistas, mas antipatizada em sua outra metade comunista e principalmente por hollywood, por onde muitas décadas todo traidor ou malfeitor lunático teve cara de alemão. no cinema a frança se regozijava do prestígio que o resto do mundo dava aos simpáticos cineastas franceses, cômicos e contadores de historias.

Sem a magia mímica do povo francês, o alemão é ultra cômico na crítica, mas propositalmente incaesssível aos burros,  e os filmes feitos na terra de leni riefenstahl são feitos por cineastas buscadores e reflexivos que vêem o que ninguém vê: o absurdo no ordinário, a delicadeza nas expressões, a perfeição no enorme uso perfeito de closes em faces, tão eloqüente, inclusive no cinema mudo. ao contrário dos espanhóis e italianos bobalhões pós-fellini, o cinema alemão em qualquer era não precisou ser descoberto primeiro em hollywood pra ser notado, porque não existe espaço para algo tão diferente e necessário em seu lugar. Wim wenders já fez filme no texas, em cuba, com o u2, herzog filmou fitzcarraldo na amazônia, e em ‘fata morgana’ nos faz quse crer que a terra é plana. Por isso e muito mais continuam mais alemães que nunca.

Cada um por si e Deus contra Todos:

O Enigma de Kaspar Hauser. Dolorido mas engraçado processo de des-civilização.



Escrito por Amanda Nabas às 12h02
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Lina wertüller grande diretora que eu não conheço por sempre ter morado numas roças fiadazunha, (eu, não ela) fez pasqualino sete belezas, filme que mamãe me fala desde que eu nasci, mas eu nunca tive como ver.

Taí, primeiro decreto para o ano de 2008: assistir ao filme pasqualino sette bellezi.

Antes até que sempre houve lugar pra diretores alemães como max ernst e von braun em hollywood, mas eles eram mesmo mto bizarros. Depois a alemanha manquitelou nos anos 60, cresceu nos 70 e se igualou nos 80 como expoente no cinema mundial até que o “comunismo” quebrou e agora os alemães têm muitos povos eslavos se acochambrando no capital do terceiro reich e agora alemães que viram seus avós invadirem esses mesmos países, vêem às avessas o troco da proliferação de raças diferentes, e nada mais agressivamente justo.  Pra esse país que perdeu as duas guerras, e que ficou no meio da segunda, com os russos bufando de um lado que vieram passando o rodo no leste europeu, uzbequistão e turcomenistão e etc e os EUA vindo vitorioso e solícito do outro lado , com a europa mais requintada de churchill a seu lado. Que é que fizeram?

Pois não é que partiram a tal da alemanha em duas e a união soviética ficou com uma metade e os eua deu a mão pra outra? País sinara essa alemanha mesmo.... de imaginação fértil, de uma língua rica e inquebrantável, de goethe, de wittgenstein, país de filosofia e cerveja mesmo, que maravilha.

Olhando um mundo cheio de fios de comunicação, fios no mar, satélites no espaço, internet e aeroportos e tantos aviões indo pra todo lugar, que de tantos chegam a se chocar no ar, que eu só posso imaginar que esse alinhamento dos planetas queira mesmo nos fazer percorrer o planeta terra, descobrindo tudo, revirando o mundo. Encontrando as pessoas, e reencontrando, e se procriando, em todo cantinho. então eu só posso ver como algo bom os povos todos do planeta se misturando a olhos vistos, uma genética de muitas pátrias como nunca houve na nossa historia, e pra muita gente isso deve ser o fim da picada.

Porque que esse povo não ouve gilberto gil, meu deus ? Ouvir uma vez “Não chores mais”e a europa racista de le pen, blair e köln vai ver reparação e chance de união ao dividirem sua riqueza, e nada deautomatismo primata de exercer poderio, escravizando indiferentes e em vários graus os próprios europeus falidos.

Mas lutemos pelo outro lado da moeda, pela resposta aos anos de medievalismo. as coisas vêm a seu tempo, e o mundo é mesmo um lugar muito instável, já deviam pensar as pessoas de atlântida.

 

nada de música hoje na alemanha. é como se dissessem: tivemos beethoven, não precisamos fazer mais nada.

Tirando as mostardas e os biscoitos a culinária parece um nojo, uns bratwurst pavorosos, repolho refogado, eca. mas e daí pra comida e batucada se as artes plásticas e a fotografia de lá sempre foram tudo que há e houve de melhor?  

Bauhaus rasgando as paredes do ocidentes, formas novas e as indústrias de máquinas perfeitas resultado de um povo que hoje aproveita o mesmo método diferenciado e preciso de matar 20 milhões de russos e judeus ‘quase sem perceber’ em técnicas  muito mais nobres de engenharia e ergonomia. o 'deutschegeist' persiste...

 

Dizem que hitler tomava horrores de laxante por dia, era obcecado em ser magro. Tinha horror a gordos. Nostradamus o previu como “o anticristo magro”. Além disso todo mundo sabe que ele era alucinado pela civilização grega, e sonhava fazer a alemanha – o terceiro reich – em homenagem a isso. Deve ser triste ser tão passional e tão doente como hitler, com uma cadeia de pensamentos tão coerente – salvar o mundo da desgraça da misstura de raças hahahahahah– e no entanto completamente afastado de Deus. Se deus cria isso tudo mesmo, se ele controla isso, como será que ele se sente quando vê uma criação tipo hitler, que achava que certas pessoas tinham que desaparecer do planeta pra uma raça dominar? Pra o pobre do furher,  que deve ainda estar comendo o pão que ele mesmo amassou, a humanidade atingiu seu auge na cultura mesopotamica, o povinho que inventou mesa, sabonete, etc... e que teria sido o primeiro reich, que quer dizer império. Isso era o que tinha que ser, um povo superior, vivendo em glória. depois a segunda, os gregos, a mais perfeita representação de beleza e primor. pura glória e muito tempo pra peripatetismo filosófico e criação de artes (devido ao regime da escravatura, oficórse.)  e hitler quis então fazer o terceiro reich. O passo seguinte seria escravizar o resto do mundo.  Imagina só. Imagina se os eua não entram na guerra? Imagina os alemães dominando o mundo?? Hitler vivendo até os 80 anos, tirando foto com João Paulo II?, Putaqueparééééél

 

Imagina os baianos tendo que trabalhar feito loucos em fábricas ouvindo beethoven e ainda falando o alemão, que ia ser a língua universal.”Komm hier , mein König!, em vez de ‘vem cá, meu rei’,Bist du nicht Schändlich, klein Mutter! (não se avexe, maínha”). Imagina eu hoje escrava tendo que limpar as botas e os relógios cuco de uma família peidorreira da bavária?

 Imagina o rio com as praias cheias de chopp, muito menos música e dessalinização dos lençóis maranheses, "Der marahnennen Leinvändern", um centro de estudos filosóficos com vista pro mar. seria interessante o repovoamento da américa latina e a continuidade das experências eugenistas fisiogenéticas daquele médico, Mengele, que nunca teriam parado, cheio de peruano e nordestinos de olhos azuis.

 

 

OS alemães diziam, ou ainda dizem um ditado “Der Kriege ist der Vater alla Dingen” A guerra é o pai de todas as coisas.

Pai danado de ruim, esse, faz o maltratado filho crescer vadio e auto-destrutivo, enquanto não toma outro caminho.

Enfim, de cinema de guerra os melhores são os que nem falam direito de guerra, mas só existiram por causa dela, como o mágico de oz, midnight cowboy, woodstock, ninotchka, cantando na chuva, a felicidade não se compra, a conversação, etc....

 

Crash mesmo é um filme super a ver com guerra, que ninguém percebe de cara, cujo roteiro deve ter sido escrito há alguns anos, mas existe sempre a época certa de se lançar um filme em hollywood, pra guiar a opinião pública convenientemente-mente. Ninguém mais agüentava ouvir falar de guerra no afeganistão, armas de destruição em massa e mentiras de bush, então lança Crash. nada melhor que mostrar um sórdido mas sanável conflito interno nos u.s.a. pra desviar o olhar.

Crash mostra o tal mal-estar que o freud falou. mas sabe como é... mostra umas briguinhas de canivete em loja de conveniência. Porque parece que em filme americano só se pode ter violência nessas lojas de conveniência de posto de gasolina, e o caixa é sempre um figurante que se estrepa. Enquanto isso no iraque e em guantanamo o bicho pegava e pega até hoje.

mas oque crash mostra e  gela qq americano na espinha é o que toca o individual. O município. O seu bairro. é uma decadência do conforto do american way-of-life, isso é que incomodou. As caras amarradas de matt dillon, brendan frases e sandra bullock no cartaz. Elas parecem dizer: “olha, mama oetker e papa luther king, w.a.s.p. generation,... tudo deu em merda. Não sabemos conviver com diferenças até hoje. fudeu”. o cara patriota sofre por salário, porque o pai italiano perdeu uma vantagem para outra minoria, um preto.

Italiano detesta irlandês, que detesta latino que detesta preto, que lá, detesta tudo.

latino e policial preto, policial carcamano, um yuppie e assédio moral, a geração racial,  sexual, moral... assédio. Harassment. Americano enche a boca pra falar essa palavra, e crêem piamente ser esse o pior problema daquele país. hahaha. Adoro hollywood humana. Tudo que se mostra é um dramazinho muito bem feito e particular, que não ataca ninguém, é em voz de garçom carioca um “só lamento!” o fracasso individual advindo do intolerante e hipócrita new-deal e da doutrina monroe, com certeza. Mas o drama dói um pouquinho, uma dor bem cabível no baixo limite de tolerância dos americanos na área da autocrítica.

E então vem o troféu do bilhão de espectadores. O oscar é o arremate perfeito da publicidade da guerra. Sempre teve a ver com ela, inclusive. Nrm que seja pra esquece-la num instante. E Crash ganhou. Ah! E o primeiro filme que ganhou a estatueta em 1927 (quando o oscar nem se se chamava oscar) se chama “asas” e fala sobre as maravilhas da aviação, adivinha de que? Hmmm;..... que comunicação complicada e perfeitinha esse cinema.

 

 

Toca bjork, esquece guerra, vai, esquece maionese, hitler, daime.....esquece tudo e apaga a luz.... vem cá...

 



Escrito por Amanda Nabas às 11h58
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Escrito por Amanda Nabas às 11h51
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taxi driver. filme simples mas que burro não entende.

o revoltado taxista travis bickle tentando 'clean up the ghetto' em nova iorque



Escrito por Amanda Nabas às 11h48
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scorsese hoje, sem barba e sem trabalhar com jodie...

não sei dizer qual musica clássica de filme que me deixa mais transtornada, se é cavaleria rusticana em touro indomável ou o adágio de albinoni em gallipoli.

são filmes que eu amo desde sempre, e as músicas não se desvencilham mais das imagens, mas irritam, por serem tão explícitas, de dois diretores que sempre se desnudaram tanto pra câmera: scorsese e peter weir.

 

peter é australiano, nem sei por onde anda, nem sei qual foi seu fuilme mais recente, mas fez sociedade dos poetas mortos, green card, e acho que foi ele que fez ukma merda chamada falcão negro em perigo. Ou foi adrian lyne, sei lá.

scorsese já fez de tudo. nascido catoliquérrimo e super-carcamano em little italy numa casa onde não havia livros, scorsese diz que tirou sua inspiração na vida real da violencia de gangster em seu bairro e de jornais.

cresceu meio asmático e nanico. se enfiava nas salas de cinema da tribeca, os tres bairros italianos de ny, e logo tratou de escrever sketches e fazer filminhos em super oito, com amigos e famiglia.

ao conhecer o jovem ator de teatro robert de niro e um colega harvey keitel, fez um grande filme, com orçamento baixíssimo "caminhos perigosos". de niro fazia teatro e tinha fama de um dos mais antipáticos aspirantes à estrela da escola de artes de ny. era magrinho, muito branco e muito tímido, gostava de irritar os colegas quando imitava brando enchendo a boca de pão antes de suas falas. ninguem entendia direito o que de niro falava no teatro. ainda assim chamou a atenção de scorsese, que  começava algo próprio, um cinema com  anti-heróis muito charmosos e sentimentalmente fracassados, que formavam sociedades onde quem não se adequava, era excluído.

 

essa cruel lógica sempre esteve presente nos filmes de scorsese, desde o violent[issimo (pra época) "taxi driver" at[e o romântico

"na época da inocência", sobre um amor clandestino que não dá certo em termos.

scorsese sempre pareceu muito instintivo em seus filmes. usava casa de amigos como locações, seus pais eram figurantes e ele mesmo foi quem ficou na cola de de niro pra que ele engordasse 20 quilos pra fazer o decadente jake la motta. é quase sádica sua relação com seus atores, extrai deles o máximo, suga e não teve uma gota de puritanismo ao  escolher jodie foster em seus tenros 11 anos pra fazer o papel de uma marginalzinha tomboy que chapa todas em alice não mora mais aqui, e ainda encantado, a escalou no ano seguinte tb pr'o papel de iris, a prostituta mirim de taxi driver, que de niro tenta salvar. jodie aí se firmava como atriz, recebeu uma indicação ao oscar, críticas do escroto do reagan e não era mais uma criaturinha divertida de filmes da disney (puxa, e como ela era divertida!)

 

scorsese, com  uma 16 milímetros e dois microfones fez bem antes um filme estranhérrimo "quem bate à minha porta?" que chamou atenção no meio independente. Em 73, mais equipado e com mais verba, fez um filme  inesperadamente sentimental, sobre a angustia de uma mulher alice, divorciada mudando de cidade pra cidade, com um filho pentelho.

"quem bate à minha porta?" scorsese, 1969

 

alice não mora mais aqui é um barato. jodie brilha. Tem ainda o kris kristofferson, gatão doidaço da barbra streisand. diz a lenda que kristofferson só filmava com alguém de prontidão com uma bandeja de cocaína à disposição dele logo atrás, nos bastidores.

coisa feia, amanda mexeriqueira;

 

ellen burstyn ganhou o oscar e sumiu. As vezes ganhar um oscar é uma merda, veja o caso de anna paquin, tatum o’neal, timothy hutton, e tantos outros, que não tem mais o que fazer.

Gente, mas parece uma maldição mesmo ou macumba. Tem altas historias de atores que ganham o oscar e não fazem mais NENHUM PAPEL        significante no cinema. A mais triste de todas é Bobby driscoll claro, que nem merece comentário de tão triste e tosca. E não dá pra entender muito isto, porque o exemplo do timothy hutton, por exe4mplo, o cara no começo dos anos 80 tinha tudo que um tom cruise e michael j. fox não tinham: um talento e beleza extraordinários. vindo do teatro, hutton era o futuro promissor de hollywood, um possível cary grant em plenos anos 80, de porky’s e goonies. timothy ganhou naturlamente o oscar pelo suicida de “gente como a gente” primeiro filme dirigido por robert redford. Ordinary people.

O filme se chama ordinary people.

 TIMOTHY HUTTON, EM Ordinary People. (Gente como a Gente)

Ordinary em inglês é apenas comum, não tem nada de pejorativo. Enfim, não sei se pelo tíotulo ordinário que o redford pôs no filme ou pelo próprio redford, antigo amigo da academia desde ‘todos os homens do presidente’  agora estreando na direção, hutton nem sequer é lembrado quando se pensa no filme.

redford já  era uma delícia de ator consagrado desde o inicio dos anos sessenta (exibido que só ele) e por ter ganho tb o oscar de melhor diretor logo na estréia, sei que timothy hutton mesmo, o que germinava ali, foi ofuscado, sumiu e ninguem mais viu. hoje ele consegue um ou outro papel de psicopata em filmes de stephen king;

 voltando a scorsese, que foi assistente de produção de woodstock, o filme, e apesar de v´rios de seus filmes falarem do mesmo tema, violência e a vida dura de um cidadão mediano numa cidade como nova iorque, filmou com lentes cor-de-rosa a vida neurótica de howard hughes. marty pega o maior canalha histórico e transforma ele num fofo, torra o saco de bob dylan ao filmar “no direction home” (que eu dou meus dentes da frente pra quem tiver e me emprestar) e agora está tirando do forno um filme sobre os stones. Vai, meu nanico italiano!

sua editora de sempre, thelma schoonmaker acho que já tem uns 7 oscars, e scorsese umas 10 indicações, mas nunca ganhou.

 



Escrito por Amanda Nabas às 11h46
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um filme especial: asas do desejo

 
Song of Childhood
By Peter Handke

When the child was a child
It walked with its arms swinging,
wanted the brook to be a river,
the river to be a torrent,
and this puddle to be the sea.

When the child was a child,
it didn’t know that it was a child,
everything was soulful, and
all souls were one.....


Escrito por Amanda Nabas às 11h44
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em tiradentes, num bar com andré



Escrito por Amanda Nabas às 12h14
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andré no mesmo bar em tiradentes, há um mês

                            

                            

                            

                           

                           

                           

                           

                            



Escrito por Amanda Nabas às 00h12
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truffaut e "a noite americana"

cena de "os incompreendidos"

coisa de louca esse cinema perfeito do truffaut, que nao cansa de me encantar.

lá embaixo tem uma erro pavoroso onde eu disse que 'o homem que amava as mulheres' é o ultimo filme da saga de antoine doinel. não é nem doinel o personagem, mas eu ainda assim acho que tem tudo a ver e bem podia ser.

embaixo um cartaz japonês de "a noite americana" (em inglês, day for night) onde truffaut resolveu ser o escritor e diretor dentro e fora das telas,

tamanho seu amor pelo cinema.



Escrito por Amanda Nabas às 16h14
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Truffaut e Doinel

aye resolution

i feel incredibly funny

and sad

and a little rotten

but still up

 

stirring up

eating my pasta

and not eating any japanese

or japanese food

 

i'm empty as a blank slot

if that could be something

as many empty ones, filled with dreams and resolutions

 

remorse touches me deeply

i have decided not to fight against my wills

now i must only fight favouring my won'ts

 

flavouring my wannas

and closing my open wounds

that comes in all forms

but now, i fore no more

 

i wanna talk about day for night, that truffaut film, A NOITE AMERICANA

filme que eu gosto muito, demais da conta, do genio truffaut. e foi uma das mais belas de suas declarações de amor pelo cinema, como todos seus filmes, em parte, são.

truffaut homenageou hitchcock diversas vezes, o cinema mudo, as atrizes das eras de ouro e nesse ele faz uma dócil e meidifícil homenagem à técnica do cinema. a historia é um filme sendo feito, e o trufffaut faz papel de diretor, que coisa delícia é ver truffaut na tela. a figura linda, tímida e cavalheira desse diretor que qteve uma historia de vida sensível e triste como seus filmes. foi rejeitado pelos pais muito novinho ainda, morou na casa da avó, nas ruas, em reformatórios, cresceu meio delinquente, nas ruas de paris e sem frequentar escola foi um autodidata em tudo. ele retrata essa vida de criança na frança durante a segunda guerra. trufffaut nasceu em 1934 era criança prrortanto durante a 2ªguerra.

ele contava que se refugiava nas salas de cinema, e mergulhava em filmes de chaplin, hitch, bergman, lubitsch, fleming, lang, capra, renoir pra anos depois retratá-los na cahiers du cinéma,e é justamente no filme “a noite americana” que ele homenageia diretamente todo esse aprendizado cinematográfico através da paixão por filmes desde criança. Na cahiers du cinema, onde foi redator e colega de andré bazin. acho que é bazin mesmo. ou andré gide; sei lá. sei que tem esses dois critiques françoises du cinéma e eu nunca sei qual é qual.